Dados de satélite segredos sob a Antártida

Dados de satélite segredos sob a Antártida

De todos os continentes do nosso planeta, o que menos temos conhecimento é a Antártida. Os cientistas usaram imagens de satélite para investigar a tectônica da Terra, revelando as estruturas ocultas da Antártida.

Sendo uma região muito remota e gelada, mapear as características geológicas da Antártida é complicado. O satélite Gravity Field e Steady State Ocean Circulation Explorer (GOCE) tem capacidade para detetar o que outros satélites não conseguem, medindo com precisão a força da gravidade da Terra para mapear o terreno oculto pela espessa camada de gelo.

O GOCE deixou de transmitir dados depois de ficar sem combustível em 2013, tendo caído depois,mas os cientistas ainda estão estudando os dados recolhidos. Com base nesses estudos dizem que sabem agora como a Antártida foi formada e como as placas tectónicas se movimentam, como você pode ver no vídeo abaixo.

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A Antártida já foi parte do super continente  Gondwana, que começou a se desintegrar cerca de 130 milhões de anos atrás, embora a Antártida e a Austrália só se tenham há 55 milhões de anos.

Ao combinar as leituras do GOCE com dados sismológicos, os pesquisadores conseguiram criar mapas em 3D da litosfera da Terra, formados pela crosta e pelo manto em fusão a grande profundidade. Essa litosfera inclui cadeias montanhosas, costas oceânicas e zonas rochosas chamadas crátons, as sobras dos antigos continentes inseridos nos continentes atuais

“Os dados da gravidade dos satélites podem ser combinados com dados sismológicos para produzir imagens mais consistentes da crosta e do manto superior em 3D, o que é crucial para entender qual a interaçao das placas tectónicas e do manto profundo”, disse um dos cientistas, Jörg Ebbing, de Kiel. Universidade na Alemanha.

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O satélite GOCE orbitou nosso planeta entre Março de 2009 e Novembro de 2013. A sua orbita era excecionalmente próxima da Terra, uma altitude de apenas 225 km, para maximizar a precisão de suas medições.

Como comparação, a Estação Espacial Internacional, está cerca de duas vezes mais distante da superfície da Terra.

O novo estudo revelou uma crosta e litosfera mais finas sob a Antártida Ocidental em comparação com a Antártica Oriental (acima). A última tem um mosaico de crátons mais antigos intercalados por regiões mais finas de rocha, semelhantes à Índia e à Austrália.

Com tantas variáveis ​​a considerar, prever quais as consequências do aquecimento e consequente degelo na Antártica é um desafio, e a ajuda doa dados do GOCE é fundamental.

 

Fonte//SienceAlert

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